domingo, 10 de junho de 2012

Foto família D' Carvalho

Foto tirada por volta de 1945. Da esquerda para a direita Maria Janir de Carvalho, Anézia Pereira Carvalho, Francisco Pereira Carvalho e Antônio Ezídio de Carvalho. São meus avós e meus tios.  Bom, graças a Deus, só gente boa.


Tio Tonho

O Antônio, popular Tonho, foi uma uma figura ímpar. Um pai em vários momentos. Lembro-me que saíamos tomar cerveja e conversar durante minha adolescência em Joinville - SC. Ele era eletricista, trabalhou na RFFSA, sofreu com alcolismo. Fumou a vida toda praticamente. Morreu de câncer. Minha tia conta que quando ele parou com o álcool, certa vez teve uma vontade muito grande de tomar cachaça. Foi tanto que chegou a urrar, aos brados no frio de Mafra-SC, mas não cedeu. Foram várias as histórias envolvendo bebida. Uma delas ele capotou um opala. Em vez de passar por cima da ponte, errou o caminho e foi pelo leito do vale. Bom, o carro com as rodas pra cima, numa via do interior da cidade, ninguém viu o acidente. Ele abriu a porta, saiu do carro, foi para o bar. Horas depois alguém viu o carro. Foi um furdúncio sem tamanho. Até que alguém o encontrou no bar. Ele falou algo como "pois é, fazer o quê? Agora temos que tirar o carro de lá". E dava risada. Ele era cabeça tranquila. Não gostava de discussão. Jogava canastra e sinuca. Seus filhos, meus primos no caso, sofreram muito com a ausência e os porres. Na RFFSA fez grandes amigos. Pelo que me consta era mecânico de vagões de trem. Formou-se na escola técnica, com bolsa de estudo do governo.


Vô Chico

Meu avô Francisco, o Vô Chico, tinha fortes laços portugueses, na escrita, valorizava a caligrafia. Foi marceneiro. Aposentou-se com um salário mínimo. Com uma bicicleta e uma caixa, vendia frutas num posto de parada da BR 116.


Minha vó Anézia, a Vó Nézia

Essa foi minha mãe também. Inclusive morei com ela um período, ja em Curitiba. Foi uma das pessoas mais importantes em minha vida. Conselheira, pessoa de fé, queria só o bem, a paz, harmonia e o amor.


Dona Jane

Minha tia Maria Janir, a Tia Jane. Pessoa extremamente alegre, sempre demonstrou total felicidade. Muitas vezes se escondia atrás do próprio sorriso. Mas é por isso que é amada, e muito. Pessoa de amizade fácil, muito querida. Mora em Joinville - SC fazem uns 20 anos. Está nesse momento com câncer, metástase. Trabalhou como vendedora em balcão de lojas em Mafra - SC e Rio Negro - SC. No entanto foi confeccionando cortinas que pagou a formação acadêmica de minha prima Elaine Gropp. Em Joinville e região ela com certeza colocou cortinas em milhares de janelas. Além de costurar, também instalava, furava paredes, parafusava. Uma figura ímpar. Como os demais, também abusou do álcool durante longos anos. Mas o que importa é que a Tia Jane é uma mãe. Não só minha e de minha prima. Mas da família toda. Todos já procuraram conforto em sua casa, em suas palavras.


(Ricardo Weg)

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