terça-feira, 19 de maio de 2020

Jane Gropp - homenagem póstuma

Esta sequência de fotos é uma homenagem póstuma para minha amada irmã Maria Janir de Carvalho Gropp. A Jane nasceu em 7 de junho de 1942 em Mafra, Santa Catarina, e faleceu em 2 de Abril de 2020, em Joinville.

https://youtu.be/I73zHVm56DI

Para quem passou a vida inteira reunindo a família e os amigos, infelizmente teve um fim praticamente sozinha. Não pudemos fazer a despedida como gostaríamos, isso nos deixou tristes e deprimidos.

 

Tanto que muitos dos amigos que festejaram a vida nas festas, nos passeios, e vibraram com as alegrias no decorrer da sua vida, até hoje não sabem que ela veio a falecer. Isso é motivo de muita tristeza para nós.

 

O que importa é que nós a amamos muito, e assim será para sempre.

 

Minha irmã querida, onde quer que esteja, receba nosso beijo e nosso abraço carinhoso.

 

DEUS ABENCOE.


Vera Lúcia Carvalho

domingo, 10 de junho de 2012

Vamos de taxi

Essa sequência de fotos é das minhas preferidas. São do casamento dos meus tios Maria Janir de Carvalho Gropp e Leoremar Amintas Gropp. Década de 1970. Numa leitura breve das imagens da para imaginar algo como "não precisamos de limosines para sermos felizes". Imagino que o Taxi seja uma vemaguete, algo assim, e deve ter levado o casal de pombos para um hotel ou a rodoviária... Foram felizes.

(Ricardo Weg)

Foto família D' Carvalho

Foto tirada por volta de 1945. Da esquerda para a direita Maria Janir de Carvalho, Anézia Pereira Carvalho, Francisco Pereira Carvalho e Antônio Ezídio de Carvalho. São meus avós e meus tios.  Bom, graças a Deus, só gente boa.


Tio Tonho

O Antônio, popular Tonho, foi uma uma figura ímpar. Um pai em vários momentos. Lembro-me que saíamos tomar cerveja e conversar durante minha adolescência em Joinville - SC. Ele era eletricista, trabalhou na RFFSA, sofreu com alcolismo. Fumou a vida toda praticamente. Morreu de câncer. Minha tia conta que quando ele parou com o álcool, certa vez teve uma vontade muito grande de tomar cachaça. Foi tanto que chegou a urrar, aos brados no frio de Mafra-SC, mas não cedeu. Foram várias as histórias envolvendo bebida. Uma delas ele capotou um opala. Em vez de passar por cima da ponte, errou o caminho e foi pelo leito do vale. Bom, o carro com as rodas pra cima, numa via do interior da cidade, ninguém viu o acidente. Ele abriu a porta, saiu do carro, foi para o bar. Horas depois alguém viu o carro. Foi um furdúncio sem tamanho. Até que alguém o encontrou no bar. Ele falou algo como "pois é, fazer o quê? Agora temos que tirar o carro de lá". E dava risada. Ele era cabeça tranquila. Não gostava de discussão. Jogava canastra e sinuca. Seus filhos, meus primos no caso, sofreram muito com a ausência e os porres. Na RFFSA fez grandes amigos. Pelo que me consta era mecânico de vagões de trem. Formou-se na escola técnica, com bolsa de estudo do governo.


Vô Chico

Meu avô Francisco, o Vô Chico, tinha fortes laços portugueses, na escrita, valorizava a caligrafia. Foi marceneiro. Aposentou-se com um salário mínimo. Com uma bicicleta e uma caixa, vendia frutas num posto de parada da BR 116.


Minha vó Anézia, a Vó Nézia

Essa foi minha mãe também. Inclusive morei com ela um período, ja em Curitiba. Foi uma das pessoas mais importantes em minha vida. Conselheira, pessoa de fé, queria só o bem, a paz, harmonia e o amor.


Dona Jane

Minha tia Maria Janir, a Tia Jane. Pessoa extremamente alegre, sempre demonstrou total felicidade. Muitas vezes se escondia atrás do próprio sorriso. Mas é por isso que é amada, e muito. Pessoa de amizade fácil, muito querida. Mora em Joinville - SC fazem uns 20 anos. Está nesse momento com câncer, metástase. Trabalhou como vendedora em balcão de lojas em Mafra - SC e Rio Negro - SC. No entanto foi confeccionando cortinas que pagou a formação acadêmica de minha prima Elaine Gropp. Em Joinville e região ela com certeza colocou cortinas em milhares de janelas. Além de costurar, também instalava, furava paredes, parafusava. Uma figura ímpar. Como os demais, também abusou do álcool durante longos anos. Mas o que importa é que a Tia Jane é uma mãe. Não só minha e de minha prima. Mas da família toda. Todos já procuraram conforto em sua casa, em suas palavras.


(Ricardo Weg)

Vera Lúcia e Antônio Weg

Meus pais Vera Lúcia Carvalho e Antônio Wegrzynovski casaram em fevereiro de 1973. Separaram 21 anos depois. Ela era professora e ele radiotelegrafista. Casaram em Mafra - SC e se mudaram imediatamente para Angra dos Reis - RJ, depois Barra Mansa - RJ, depois São Martinho - RS, onde nasci. Ele trabalhava na construtora Camargo Corrêa. Instalava e operava estações de rádio-telegrafismo. Então onde a construtora lançava novas estradas, lá estava ele montando o sistema de comunicação com a matriz. Era de confiança, pois recebia e decodificava do código morse informações entre as chefias. Ela dava aulas no ensino primário. Lecionou até em aldeias no interior de Angra dos Reis.

Como nasci com problemas de saúde, eles adiantaram a saída do RS e foram para Curitiba - PR, já um centro maior, com médicos mais qualificados. Chegamos em Curitiba em torno de maio de 1976. Eu no colo, e os três num fuscão azul. Ali ele trabalhou como despachante de trânsito junto ao Detran, até ser candidato a vereador em 1988 e 1992. Depois disso o casamento começou a desandar. Hoje sou testemunho que são bem mais felizes do que antes.

Notem no detalhe que a foto foi revelada em Abril, ou seja, três meses depois do casamento.


(Ricardo Weg)

Maria Pereira Ramos

Essa senhora da foto é tia de minha mãe, senhora Maria Pereira Ramos, conhecida Tia Maria. Viveu em Mafra - Santa Catarina. A foto data de 12 de junho de 1959. Arquivo de família.

(Ricardo Weg)

sábado, 19 de maio de 2012



Fotos do casamento de minha tia Maria Janir de Carvalho Gropp (Dona Jane) e Leoremar Amintas Gropp (Seu Leuze). Ela trabalhou como vendedora em lojas e depois dedicou-se a costura. Faz cortinas sob medida. Ele trabalhou por anos nos supermercados Sesi, primeiramente em Mafra - SC e depois em Joinville - SC. Popular Seu Leuzi do Sesi. O mosaico de fotos mostra a forma como eram oferecidas as fotos para a escolha de quais seriam ampliadas. É o chamado copião de fotos. Achei interessante a expressão de felicidade dos noivos, indo para algum lugar, de taxi...

Abraço aos curiosos. 

Ricardo Weg

O segundo da esquerda para a direita é meu avô Francisco Carvalho, de blusa bege. Sofreu ele e a família por longos anos devido ao alcoolismo. No entanto, ficou livre na reta final da vida por uns 15 anos. Na foto registro com amigos, ele com copo na mão.

Mantive a foto nesse formato para mostrar como eram as revelações na época. Essa foto deve ser dos anos 1980.

Ricardo Weg